30.12.08

– Eu penso em ti constantemente. A ter sexo contigo. Eu tenho-te desejado. Mas depois de te ires embora...eu continuo a ter saudades. Eu amo-te, porque é que não percebes isso? Às vezes odeio-te por aquilo que me fizeste. Eu regojizo-me por cada hora que passa sem pensar em ti. Eu tenho amigos, amantes, filhos...e um trabalho que eu adoro, onde sou boa. No entanto, estou amarrada a ti. Não percebo porquê. Talvez seja masoquista. Ou então sou uma mulher de um só homem. Não sei... É tudo tão difícil. Não quero viver com mais ninguém que não tu. Os outros homens aborrecem-me. Eu não estou a tentar fazer com que te sintas culpado...ou usar chantagem emocional. Estou apenas a contar-te como é que me sinto. Não suporto a ideia de fazer amor contigo. Não consigo explicar de outra forma. Porque tu vais-te embora...e eu ficarei a desejar-te. Gostei de te ter à distância. É melhor mantermo-nos quietos. Só me vais deixar devastada.
– Eu estou...Ainda estou apaixonado por ti.


Cenas da Vida Conjugal, Ingmar Bergman, 1973

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L., às 21:41  comentar

De Jonhy Cuidado a 31 de Dezembro de 2008 às 01:21
Há coisas do Diabo, coisas de Deus... e depois há aquelas coisas, as coisas da Vida!

Para muitos, quase todos, este é um capítulo de uma vida... hoje, ontem, amanha também!

De Carolina a 1 de Janeiro de 2009 às 19:35
Adorei! Assim, como adorei o teu blog *

um beijinho.

"...things don't have to be extraordinary to be beautiful.
The ordinary could be just as beautiful."

Wicker Park